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Projeto proíbe bloqueio de gastos de agências reguladoras federais

PLP 73/25 inclui despesas de 12 agências entre as que não poderiam sofrer contingenciamento pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Um projeto de lei complementar em tramitação na Câmara dos Deputados proíbe o governo federal de bloquear gastos de agências reguladoras que fiscalizam setores estratégicos da economia. O PLP 73/2025, originário do Senado, pretende incluir essas despesas entre aquelas livres de contingenciamento na Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta ainda não foi transformada em norma.

O texto alcança agências de energia elétrica, petróleo, vigilância sanitária, telecomunicações, águas, transportes terrestres e aquaviários, aviação civil, cinema, mineração, saúde suplementar e proteção de dados. A lista corresponde às áreas citadas na notícia da Câmara. A inclusão não significa aumento automático do orçamento, porque a execução continuará dependendo das dotações e das regras orçamentárias.

O autor, senador Laércio Oliveira, argumenta que o bloqueio de empenho e de movimentação financeira pode reduzir a capacidade operacional das agências. A justificativa menciona impactos potenciais sobre fiscalização, licenciamento, regulamentação e prestação de serviços. Essas consequências são apresentadas como fundamento do projeto, e não como uma medição consolidada do efeito de cada contingenciamento.

O debate envolve o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e autonomia operacional. O contingenciamento é uma ferramenta usada para compatibilizar despesas com metas e limites fiscais, enquanto as agências dependem de recursos para fiscalizar setores regulados. Uma eventual aprovação terá de definir como a proteção das dotações será compatibilizada com as demais despesas e com a programação financeira do governo.

A proposta tramita em regime de urgência e pode ser votada diretamente pelo Plenário da Câmara. A urgência altera o caminho da matéria, mas não equivale à aprovação. Se o texto for aprovado pelos deputados, ainda deverá seguir as etapas do Senado conforme o resultado da votação e as regras do processo legislativo.

Para acompanhar o tema, é importante separar três momentos: a apresentação do PLP, a eventual aprovação pelo Congresso e a aplicação orçamentária de uma regra nova. Até agora, o que existe é uma proposta que protege determinadas despesas contra bloqueios previstos na LRF. Os efeitos sobre cada agência, seus contratos e seus serviços dependerão do texto final e das decisões de execução do Orçamento. A discussão também deve considerar transparência, fiscalização externa e previsibilidade para os setores regulados.

Fontes consultadas