Pular para o conteúdo
sábado, 5 de setembro de 2026 Notícias que ampliam o seu horizonte
HORIZONTEDIÁRIO

Buscar no Horizonte Diário

Pesquise notícias, assuntos ou editorias.
Menu
← Voltar para a capa
Dinheiro

Produção industrial sobe 0,2% em julho após dois meses de queda

Alta mensal interrompe sequência negativa, mas indústria ainda recua na comparação anual e permanece abaixo do pico histórico.

Dinheiro

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% de junho para julho, interrompendo uma sequência de dois meses de queda. O resultado foi divulgado pelo IBGE e repercutido pela Agência Brasil nesta quarta-feira. Mesmo com a alta marginal no mês, o setor ainda registrou recuo de 0,5% em relação a julho de 2025 e mostrou uma média móvel trimestral negativa.

No acumulado de 2026 até julho, a produção avançou 1,1%. Em 12 meses, a alta ficou em 0,6%, uma desaceleração leve diante do crescimento de 0,7% observado até junho. O movimento indica recuperação limitada depois das quedas de maio e junho, e não uma retomada uniforme em todos os segmentos da indústria.

A sequência mensal do ano ajuda a dimensionar a oscilação: a produção subiu 2,1% em janeiro, 1% em fevereiro, 0,1% em março e 1,2% em abril. Depois, recuou 1% em maio e 1,6% em junho, antes de voltar ao campo positivo em julho. A média móvel trimestral caiu 0,8%, sinal de que a comparação de curto prazo ainda exige cautela.

Entre as grandes categorias econômicas, três tiveram resultado positivo em julho. Os bens de consumo duráveis cresceram 3,2%, os bens de capital avançaram 2,4% e os bens de consumo semi e não duráveis subiram 0,5%. Os bens intermediários recuaram 0,2%. O resultado mensal alcançou 13 das 25 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE.

Na lista de altas apareceram produtos eletrônicos e ópticos, com expansão de 12,2%, alimentos, com 1%, e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 1,1%. Também cresceram outros equipamentos de transporte, produtos do fumo, máquinas e equipamentos elétricos e produtos de vestuário. Entre as quedas, destacaram-se impressão e reprodução, com recuo de 17,2%, produtos diversos, metalurgia, químicos e celulose e papel.

O resultado de julho deixou a indústria 2,1% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia, mas ainda 15% abaixo do pico da série histórica, registrado em maio de 2001. A proporção de produtos com aumento de produção foi de 69,6% entre os 789 itens acompanhados, a segunda maior do ano, atrás de março. Os dados descrevem um avanço pontual, enquanto o desempenho acumulado continua dependente de diferentes ramos e bases de comparação.

Fontes consultadas

Fontes consultadas