A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto Interno Bruto (PIB) chegou a R$ 3,4 trilhões no período. Em relação ao segundo trimestre de 2025, a alta foi de 2%, enquanto o acumulado de quatro trimestres avançou 1,9%.
O resultado veio depois de uma expansão de 1,1% no primeiro trimestre, indicando desaceleração no ritmo da atividade. Ainda assim, um levantamento da Austin Rating com 50 países colocou o Brasil na quinta posição entre as maiores altas trimestrais. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda informou que o avanço superou a expectativa de mercado, de 0,4%.
Atividades e demanda
Pela ótica da produção, a agropecuária foi o principal destaque, com alta de 2,8% ante o primeiro trimestre e de 6,2% em 12 meses. A indústria cresceu 0,1% na comparação trimestral e 1,4% em quatro trimestres. Dentro dela, a indústria extrativa teve aumento de 3,4% entre os períodos.
O setor de serviços avançou 0,2% no trimestre e 1,7% em 12 meses. Informação e comunicação cresceu 2,1%, transporte, armazenagem e correio subiu 1,1% e atividades imobiliárias avançou 0,2%. O comércio ficou estável; administração pública, defesa, saúde, educação e seguridade social recuaram 0,4%; atividades financeiras e de seguros caíram 0,3%.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 1,2%. O consumo do governo aumentou 0,4%, mas o das famílias diminuiu 0,4%. As exportações recuaram 0,8% e as importações subiram 1,8% ante o primeiro trimestre de 2026.
Comparação internacional
No ranking da Austin Rating, a Irlanda liderou com 1%, seguida por Indonésia, com 0,9%, Angola, com 0,7%, e Malásia, com 0,6%. O Brasil ficou à frente de Estados Unidos e China nessa comparação. A média dos 50 países foi de 0,2%; a Zona do Euro e o G7 registraram 0,1% cada.
Por tamanho nominal, o Brasil passou da 11ª maior economia em 2025 para a 10ª em 2026, com PIB estimado em US$ 2,64 trilhões. A projeção do levantamento é de que o país ultrapasse a Rússia e chegue à nona posição em 2027. Essa classificação não mede distribuição de renda nem condições de vida: o ranking trimestral mostra apenas o ritmo de um período específico.
O boletim do Ministério da Fazenda descreve o segundo trimestre como uma desaceleração após o crescimento forte do começo do ano. O dado permite acompanhar a composição da atividade, mas não antecipa sozinho os próximos resultados. A trajetória dependerá da evolução dos setores, do consumo, dos investimentos e do cenário externo.





